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duas – outra
6 de junho de 2010, 2:21 am
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É de pequenino que se torce o pepino. Mirem meu mau exemplo: Com menos de pouca idade aprendi e decorei, ouvindo diariamente Os Saltimbancos, que “quando não se sabe fazer nada, mas nada mesmo, o lance é virar artista!” – Disto depreendemos a lição de não reproduzir para moles ouvidos infantis essa pederastia de Chico Buarque, caso não se queira desgraçar completamente a incipiente carreira de um brilhante.. contador, administrador, ou advogado.

Agora se justifica. Não quer estudar e tem mil recados pra quem estuda sem querer. Não trabalha e tem duas mil razões para a serenidade que por vezes lhe estampa o rosto de resto perturbado por emanações inferiores que reproduz,  acredita, com discrição.  Mas no caderno tem vez sua desforra. Para ele não há segredos, exceto o que sua própria consciência esfarrapada se nega a fingir que decifra. De resto é um gênio, ou acredita. O caderno fica pousado sobre a mesa porque a outra nem liga. Ah, quem dera desse uma espiada, fingisse interesse, pra incentivar uma amiga. Que nada. Lia tudo, no maior silêncio, interrompido por suas risadas. Queria uma entender da outra a piada. Talvez era até mais interessante se conversassem sobre o assunto. Não, qualquer coisa que se dissessem jamais chegaria a expressar o que se tencionasse dizer, especialmente o que não era necessário.

As coisas ditas só pioraram a situação. Se não fossem elas nada teria piorado. Eu tenho certeza, pois fui a mesma que criou agora essa condição. É para justificar que digam tantas coisas. Só para mim, que não interesso nem um pouco ao resto. O resto, se me toma como medida de qualquer bagulho, vão me julgar uma besta ou um deus, e o bagulho invariavelmente uma bosta. Então nem me perguntem o que significa para mim isto ou aquilo. Eu não sei, ora porra. Apenas sinta. Sonhe com um bagulho rosa e cores d’ovo bolorento e mole, amasse, manipule e lamba, faça assim ou assado e não me venha perguntar se então eu fiz também. Era sonho, que bobagem! – e eu nem sabia o que era, que adianta me condenar?

Vê-se o poder da retórica. Implorando por evitar perguntas assim mesmo eu as respondo, dissimuladamente a contragosto. Eu gosto de ser a vítima atacada, mesmo que para isso eu tenha que forjar terríveis situações de ofensas que jamais me atingiram. Piorei agora? Puxa, pareço poderosa nisso. Pois bem, dei a letra, mora?



Fazendo lição de casa?
8 de abril de 2010, 4:16 pm
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O filmequinho que montei ontem à noite após chegar em casa. Não era para ser assim. Nem tão curto. Eis as palavras amarguradas que deixei no papel que usava para anotar o número das sequências:

“Windows Movie Maker, traste maldito! Merda de programa esdrúxulo. Lixo! lixo!”

A idéia estava bonitinha, gravei parte da cerimônia de anistia do Zé Celso. De repente a porra travou toda, me deixando com mágoa no coração. Salvei imediatamente a parte sobrevivida. O Premiere CS3 não aceita meus vídeos. Não disponho de outros recursos. Alguém me acuda!