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“mas afinal será que o amor não vale nada?”
15 de abril de 2010, 7:04 pm
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Ainda não sei se colou o Glauber.. depois de passar o trabalho por debaixo da porta da sala, já que a aula havia terminado precocemente, em virtude de um jogo do Corinthians! Pelo menos não faltou um verde, como no museu. Aí eu fui (ia) pra casa ouvindo o álbum mais de amor do mundo. Ele, lindo:

EXAGERADO – 1985

Eu que tanto reclamo das mulheres, por segunda opinião reclamo os viados. O que temos a vista aquém ou além de Ney Matogrosso? Não basta ser homossexual, tem que ser um viado, cadê ele? Depois que foram Cazuza, Caio Fernando, e a bicha chata do Renato Russo, não deu nada muito além de Machado. É uma pena.

E o Cazuza é o maior. “Eu acredito nas besteiras que eu leio no jornal/ Eu acredito no meu lado português sentimental/ Eu acredito em paixão e moinhos/ Mas a minha vida sempre briga comigo/ De porre em porre vai me desmentindo/ Será que eu sou medieval?/ Baby eu me acho tão atual!” De modos que (adoro de-modos-que) fiquei inspirada e bem disposta pra fuleragem.

Depois do terrível incidente com o gin, passei a me privar de lugares que chamo pejorativamente “baladinha”. Cheguei mesmo a jurar que jamais voltaria a frequentar esse tipo de estabelecimento, especialmente no contexto Augusta. Mas eles me pegaram pelo coração! Logo depois do Tim “não vou ficar não.. não.. não!”, já estava dizendo: Volta, volta – esse negócio de pagar a comanda pra fumar na porta é só aperriação – volta, que é Erasmo! De modos que, eu voltei a gostar do Astronete, não só porque eles tocaram Erasmo, isso já vem acontecendo há um tempo, não só porque o set list melhorou expressivamente, mas porque o dj conhecia Erasmo e não tocou algo óbvio, nem unânime. “Baby só por hoje esqueça o feminismo…” haha

Eu acho graça da resistência, mormente masculina, às letras do Erasmo. “Que escroto, isso é machismo!” Indisposição patológica, julgo, pois, na opinião desta mulher, pelo menos, o involuntário, esclarecido, quem sabe não posso ousar uma jornalistice e cagar termo?, “machismo libertário” do Erasmo é seguramente um de seus maiores charmes. Sexismo nenhum agride quando há doçura, respeito e humor, o importante é a discussão. E nisso Erasmo, e o Gil também!, estão muito acima de análises razas.

Olha que gracinha:

Como hoje eu estou irreconhecivelmente bacana, outro disco. Não é o que tem “Baby”, mas tem “Eu e Maria” do Vitor Martins! “Vou pular nu por ter coragem/E ela de calcinha e sutiã por preconceito” Qual é a mulher que vai ficar com raiva disso? É verdade, porra. “Olha lá, ela tá de farol aceso!”, mas não é assim que é bonito?

PELAS ESQUINAS DE IPANEMA – 1978

Sem desmerecer a nobreza da “pirataria”, pois continua sendo a maneira mais fácil, fácil até que dói, de conhecer as coisas rapidamente, confesso que ela não está mais me deixando satisfeita. Entrei no ciclo da “Insatisfação Permamente”, pelo menos no que se refere aos álbuns de música brasileira. Eu baixo pra conhecer, a maior graça é caçar o bolachão com aquela capa linda, retenção anal absoluta. Você quer ficar molhando aquela bolacha, passando álcool, comprando plastiquinho novo, soprando a agulha com um biquinho, mudando o lado, viajando o espírito Lado A, muito complementar ao espírito Lado B – que o pessoal suprimiu no disquinho digital por muita burrice -, enfim toda aquela punhetagem, aquela delicadeza colecionista, muito bem justificada pela qualidade sonora irrepreensível do vinil. De modos que ouvir mp3 por muito tempo tem me causado terrível cefaléia. Pura frescura.



Virgínia Rosa e o Comandante Monsueto – Baita Negão (2008)
1 de fevereiro de 2010, 4:41 pm
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1- Sambamba

2- Eu Quero Essa Mulher Assim Mesmo (particição de Martinho da Vila)

3- Me Deixa em Paz

4- A Fonte Secou

5- Mora na Filosofia

6- Lamento da Lavadeira

7- Mané João

8- Despejo da Saudade

9- Morfeu / Nó Molhado

10- Faz Escuro Mas Eu Canto

11- Pout-pourri Baita Negão

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