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“Sou uma mulher e não entendo nada”
18 de fevereiro de 2010, 1:05 am
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Vixe!!

Novo Roteiro: MALDITA VADIA

Sobre mulher de programa que vira garota fruta.

O Caetano falou que o homem é criança, a mulher é adulto. O Erasmo disse à mulher, ou pelo menos à dele:

“Na escola em que você foi ensinada

Jamais tirei um dez

Sou forte mas não chego aos seus pés…”

Não se fiem na opinião masculina*. Eles estão enfeitiçados.

E consideram tal posição mais do que conveniente, até porque a idade já lhes curva um pouco as costas.

..

A mulher é muito interessante afinal.

Enquanto uns trajam luvas de pelica, outros se gabam de passar o cerol na mão.

Muito bem! eu, antes de mulher, homem, ou figura bizarra, sou uma escritora nacional, coisa de muito respeito nesse mundão globalizado.

Meu começo é algo Memórias do Subsolo, segunda parte, quando o escroto narrador despreza uma jovem mulher-da-vida e a humilha em nome de sua própria e intransferível impotência.

A estória começa na intimidade do garoto intelectual e impotente que incutirá na cabeça de nossa jovem puta uma idéia que ela interpretará a seu modo. Não sei exatamente a idéia, uma idéia de liberdade. Ela, a princípio, exala dignidade. Vai sair do puteiro. Vai parar na casa de seu “libertador”.

Mas ele, é claro como a Lua, não a aceitará.

Ela então vai parar na rua. Mas é bonitinha e logo se dá bem. Se vai pegar homem rico, se recebe ajuda amiga, isto ainda vai-se saber.

Para o final, sobretudo, vai pegar um velho, que é praticamente um animal, e que vai botá-la na televisão. Ela é, a todo tempo, complacente com quem vem e lhe diz algo que consiga entender ou apreciar. Ela é a única, a imperdível MALDITA VADIA!

Este é um curta, ok? É novo, saiu da caneta agora, não me façam confusões.

É possível que escrevendo este vou ter coragem para o outro e principal. Quer saber? Não acho nada e que se foda.

Tem, tem sim e tem de ter como madrinha a pornochanchada, tão fodida escorraçada, cancerígena, satânica, “maldita-filha-da-ditadura-quá-quá”, explícita. Nada explícito: vícios, vários caras gozando, só as caras, bem nobre, vamos ver quanto tempo eles aguentam, vejamos então quem lhes parece escroto ou não.

As imagens de homens mil a gozar a gozar virão de uma perspectiva positiva da carreira da nossa grande puta, que de saída cai na ideinha de um subintelectual que acaba com ela. Os outros acabam com ela também, e daí? “Sou uma mulher e não entendo nada.”

Muito bem..

A princípio não temos o comprometimento de aludir ao romance de Dostoiévski, preciso antes apanhar meu exemplar em Campinas. Depois lhes descrevo o início que está por enquanto muito bem deliberado.

Começo a criar desde o momento em que a nossa jovem está na rua, graças à má acolhida de nosso subintelectual de plantão.

Ela avistará uma colega de profissão. Que será travesti. Todos travestis. Everybody.

Entrarão em carro. Coisa fenomenal, fora do sério. A coisa toda é ha-ha-ha se escapando pelos furos.

Mesmo assim se extrai, de um diálogo com colega travesti, que é possível levar a melhor na casa do ricaço.

Lá, como deve ser, está rolando uma festa smoking, como sempre, fenomenal. Onde há..

– Artistas da TV!

– Filhos e chegados dos artistas da TV!

– Os diretores, os patrões, os donos da TV! (os malvados)

Aplaudida em sucesso, nossa jovem prostituída chegará ao mais alto patamar da promiscuidade:

Vai foder com um cara, que nada mais é que um velho pica grossa, no sentido metafísico, que será uma verdadeira provação.

Violência, eu to falando, porrada na cara da puta., que tem aquela carinha de coitada.

Mas daí que ela retribui! Uma luta desgraçada. Cão com cão. Gato e gato. Uma desgraça verdadeira. Pura porrada.

Depois ela vai para a TV. Como? Ah, eu não sei. Mas o que acontece é uma transmissão de programa de auditório. Nossa protagonista será então figurante, mas mesmo assim nossa emoção. Ela sorri e faz gracinha para a câmera. Ah, que belezura das maravilhas. Alguém gosta dela, vá, senão nem aparecia no vídeo! Como ela é cativante, tão receptiva e sem emoção. Sabe, meu amigo, quem deseja é mulher dada.

– Você está desejando?

– Eu não, só estou comentando.

Ela, a MALDITA VADIA!!!, não deseja ninguém, nem consegue ainda, veja, não pode, tão rudimentar seu coração.

Rudimentar ainda será meu pensamento dentro de poucos anos. Mas hoje é impossível não comentar. Temos poucos documentos oriundos das mulheres, não é? Deixem que elas manifestem suas verdadeiras bobagens.

Hannah? Eu sei. Ela posou umas 200 vezes para fotos de nudez explícita. Não é ela?

*A opinião dos compositores é o único palpite masculino respeitado e aquiescido pelas mulheres brasileiras que preservam sua elegância e sua nudez. A minha ainda está por um triz.