009


pobre de mim!
14 de abril de 2010, 9:23 pm
Filed under: Texto | Tags: , ,

Outro dia escrevi no caderno amarelo: “Tenho um problema grave com a mediocridade. Quando me aparece uma atividade, eu a classifico em um dos seguintes grupos: 1-)nasci para isso; 2-)não consigo de jeito nenhum..”

Fazer o plano de trabalho sobre historiografia marxista para entregar hoje – ( 2 )

!

Marx roubou-nos a vida eterna, a minha e a do Otto Lara Resende. Pois exigimos que ele nos devolva a nossa alma imortal. (Nelson Rodrigues)

Calma aí, Nelson. Eu penso que está bem devolvida já..
Comer Nelson Rodrigues – ( 1 )

Acredito que se fosse mais inteligente, tivesse um baseado ou não estivesse tomada de pânico, até poderia engabelar, forjar alguma idéia malajambrada forrada de brasileirice, escrita no meu português desastrado. O professor é gringo. Que se foda, vai achar que existe um debate historiográfico marxista a respeito da obra dese tal de Nelson Rodrigues. Pior que deve ter. Claro que tem! Ou devia. Cariocar o trabalho do canadense. Bem podia o Leonardinho servir de debate marxista. Antonio Candido, seu comunista! Mas não, tinha que esse cara ser muito inteligente; e só ia me fazer desviar totalmente do assunto. Idiota: Antonio Candido não pode, porque ele não é historiador. Como não? Pois é!

Viu como é diferente trabalhar nesses termos?

Podia usar a antiga tese de bar que co-assino com Victor: “Vo te comê – José Mayer: o anti-Peréio” A dialética do comedor brasileiro, ué, por que não?

Eu sei, Dialética não é mais marxismo. Aliás análise marxista, marxista mesmo hoje em dia se usa bem em museu. Ou nem ali, sabe deus!

Eu estou nervosa, perceberam? É isso, é só o que faço comigo. Sempre. Mas vou dar um jeito, sempre tenho um valete na manga. Um pelo menos. É agora. Pronto, colou. Glaaaaauber! É o Glauber, cabou-se! E se me disserem que não, eu serei obrigada a perguntar “por que não?” “Afinal, veja bem, a cara não está se negando a trabalhar, só não quer fazê-lo de maneira desagradável.” Quem argumenta em favor do trabalho doloroso, contra o gozozo, está a um passo de defender o estupro.

Chego então na aula, esbaforida e preocupada, meu único jeito é, com toda a humildade (infelizmente não é meu forte – 2) dirigir perguntas ao professor para ajudar a recompor minha bibliografia assumidamente picareta. Torçamos para que caia no meu xaveco manjado (esse sim um ponto forte – 1). hahaha


Anúncios

1 Comentário so far
Deixe um comentário

Marx no Museu?? Não não não. Tá mais pra Antônio Cândido, que é presidente de honra daqui. Mas se fosse dirigido pelo Glauber, aí sim teria rede, palmeira e verde pra todo mundo.

Comentário por nasaladejantar




Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s



%d blogueiros gostam disto: